Escolhi os filmes errados para dormir com o barulho hoje.
N.Y., Eu Te Amo.
A cada esquete, mexo-me mais na cama e o sono não vem.
Já assisti inúmeras vezes a ele e sei quais serão os próximos esquetes.
O da cantora que se hospeda num hotel antigo de Nova York é o mais intrigante; não sei se ela queria se suicidar ou voltou por remorso pela queda do funcionário corcunda da janela do seu quarto.
Deveria ter escolhido algum do Jim Carrey. Comprei umas duas coleções dele. Piratão.
Pensei no Show de Truman, mas esse só tem a capa leve. É cheio de crítica intrínseca à mídia.
É domingo, amanhã pela manhã tenho que acordar cedo e ir ao trabalho.
A ansiedade é maior que o sono. O tic horal do relógio de pulseiras sortidas da Mormaii não tá ajudando muito.
E o pior? _ O pior é que nem motivo eu tenho. Pra nada.
Amanhã, dia primeiro de agosto de 2011, irei, como sempre, buscar meus medicamentos.
Isso na verdade é motivo de alegria. Uma hora de trem me permitirá ler alguma coisa e, no mais, o ar da capital só me faz bem.
Se é pra amanhecer o dia assim, melhor seria o outro: Paris, eu te amo – interessei-me por Oscar Wilde depois daquele beijo em sua sepultura. E o cego que se apaixona pela atriz incipiente: Ela gritas sem motivos... com motivos às vezes... Mas o que me toma de assalto é o casal de imigrantes negros africanos. Como alguém de carne e osso pode fazer algo tão bonito?!
Alguém sabe que música linda é aquela que ele cantarola?
Hum?
Alguém?
Bem! Vou procurar uma comédia boba para ver se o sono vem. Se não achar, amanhecerei insone. Afinal, já estou acostumado.
Se eu fechar os olhos bem agora, ainda posso te enxergar em amarelo – linda, olhos levemente caídos – a entrar naquele palco.
Minha mente não podia acreditar, afinal “quem te deu esse direito. Na minha vida, só o meu dedo.” Com essas músicas falando de mim, e essa voz azulando lugares aqui.
Despir-me de vergonha é algo que só faço por ti. Adoro a ti – sua obra e seu jeito de cantar, com força; não o personagem que criaram.
Arrepio-me ao lembrar, naquele março de 2008, ao ouvir pela primeira vez Love Is A Losing Game no site MSN im concert.
“como podem ter forças, essas palavras soltas?”
Bebi? Bebi!
Cheirei? Cheirei!
Chorei? Chorei!
Mas não por ti, e sim pela vida: é duro quando constatamos que tudo isso não passa de um dia após o outro.
Uma mistura de tristeza e inveja me tomou naquele sábado – 23 de julho de 2011.
Em minha mente só uma certeza: não foram bastante aqueles dois shows assistidos em janeiro. E o pior? O pior é que na segunda-feira a vida se sucederá a outra...
Como disse Ferreira Gullar:
Morte de Clarice Lispector
“Enquanto te enterravam no cemitério judeu do Caju (e o clarão de teu olhar soterrado resistindo ainda) o táxi corria comigo à borda da Lagoa na direção de Botafogo as pedras e as nuvens e as árvores no vento mostravam alegremente que não dependem de nós”
Tudo só vem pra ratificar: “o amor é um jogo perdido”.
próximas semanas devo já estar com net em casa e voltarei a escrever diariamente. Agora, darei ênfase ao meu tratamento de TDA, transtorno que está me tirando o sossego e me fazendo perder oportunidades na minha vida pessoal e profissional.
“Eu gosto é dos que têm fome, dos que morrem de saudade, dos que secam de desejo e dos que ardem.”
Quebrarei minha inércia involuntária para falar com vocês:
Rezei por três vezes pelo Welington. Pelas 12 crianças mortas não, mas pelo Welington.
Imaginei o quanto aquele garoto deveu ter sofrido para cometer aquela atrocidade. Para mim, ele é a maior vítima.
Olhem ao seu redor, a vida não é só essas minúsculas coisas que cabem nessa bola azul. Só o que perdura somos nós.
Apesar de gostar da Morte, sei que ela liberta-nos de tudo. Menos de nós mesmos.
Como dizia Sylvia Plath:
Sou prateado e exato. Não tenho preconceitos. Tudo o que vejo engulo no mesmo momento Do jeito que é, sem manchas de amor ou desprezo. Não sou cruel, apenas verdadeiro —...
Foi como um sonho poder ter ido aos shows da Amy Winehouse no Brasil.
Fiquei de “Férias” por 27 na minha cidade. Lá, até picada de maribondo eu levei enquanto fazia trilhas suspeitas na beira do rio São Francisco.
Dia 13, ao meio dia, minha irmã me levou de carro até o estacionamento de um shopping, de onde saiu a excursão para o show em Recife, chegamos a Recife às 18h e fomos ao shopping para jantar. Muito boa as companhias: tomamos cerveja e assistimos ao DVD que eu levei da Amy a viagem toda.
Fui com um camisa da Amy, um relógio colorido da Mormaii, calça jeans e chapéu ( o mesmo que tirei fotos para um site).
Fiquei na área vip e bem na minha frente estava o ator Luis Miranda, o moreno da minissérie da Globo Sob Nova Direção. O show foi emocionante, o Mayer Hawthorner fez coreografias com a plateia, a Janelle Monáe me emocionou ao cantar Smile e a AMY, há Amy, deu show. Eu não acreditava que estava a 50m dela.
Voltei para casa às 6 da manhã, dormi e almocei com meus familiares, logo deu a hora de pegar o avião de volta a Sampa.
Chegando aqui, fui direto ao Hotel Estrela, que fica em Santana, lá, meu amigo já estava me esperando. Fomos, no dia 15/01/2011, ao show da Amy no Anhembi, área vip de novo, dessa vez foi melhor, ela cantou lindamente, destaco o cover de Stagge Lee e a explosão quando ela cantou Back to Black.
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